Ontem chorei. Chorei doído, com aperto no peito, com pontadas de desespero, com falta de fôlego. Chorei como criança quando cai, como quando a gente aperta o dedo na porta, como quando um pedaço da gente se vai. Chorei como há muito não chorava. Chorei na vã esperança de colocar tudo daqui de dentro pra fora. Chorei para expurgar sentimentos. Chorei, porque eu já não cabia dentro de mim.
Chorei porque choro quando me magoam, mas chorei porque magoei alguém que não deveria. Chorei porque mesmo com discurso pronto de que “não sou perfeita, estou longe de ser nem pretendo ser”, ainda me cobro isso de vez em quando. Chorei porque eu queria que tudo aquilo acabasse logo, para que o sorriso possa vir o mais rápido possível habitar minha face, mas lágrimas não tem esse poder todo. Então chorei mais ainda por saber que o que me travava a garganta não ia descer tão fácil; e olha que já tentei enfiar guela a baixo, a seco, mas ainda está aqui.
Chorei até as lágrimas acabarem. As lágrimas acabaram… E somente elas. Porque ainda tem uma dor aqui dentro, ainda tem aperto no peito, ainda tem desespero, ainda tem um medo maior que eu.

06.01.09 às 12h27: Achei que as lágrimas tinham acabado… Meu pai ligou hoje para dizer algumas coisas, já que amanhã ele, minha mãe e irmã irão viajar e eu ficarei com a casa só pra mim, e me fez chorar mais um pouco. O “eu te amo muito minha filha” e “se precisar de qualquer coisa, pode contar comigo” foi o suficiente para me deixar com os olhos mais inchados que já estavam… PAI, EU TE AMO!

313 palavras em Coração, Desabafo, Dores | 16 Comentários »

Eu fiquei pensando sobre o que escreveria nesse primeiro post de 2009. Minha intenção era continuar a reflexão proposta no útlimo post de 2008, entretanto, acho que a maioria das pessoas entendeu o recado e cheguei a conclusão de que aquelas palavras falam por si só. Deixaria de lado a reflexão, mas ainda assim, as palavras me faltaram para esse primeiro post desse mais novo ano. Conferi os outros primeiros posts de anos passados e lembrei-me que não me preocupei com isso em outros anos, elemento que faltava para que eu abrisse a tela branca do WP e viesse escrever livremente.
Posso contar de como foi a minha virada de ano e de como foram bom esses dois dias passados. De como foi bom ter o namorado e os amigos ao meu lado, de como foi bom ter falado com algumas pessoas, de como sempre fico emocionada quando falo com meus pais na virada do ano. Há anos passo o ano novo longe de casa, mas sempre que ligo depois da meia-noite para desejar um feliz ano novo para eles, dá um aperto no peito e uma vontade de estar ao lado deles, onde quer que eles estejam, para dar um abraço. De como fiquei emocionada pela segunda vez e não consegui conter as lágrimas ao ouvir a voz da minha vózinha querida do outro lado do telefone só para me desejar um “feliz ano novo”.
Hoje estou no trabalho, cumprindo presença - fazendo peso na cadeira como gosto de dizer - mas pertinho das 17h00 o namorado passará para me pegar e voltaremos para o interior de São Paulo, onde passamos a virada, reencontraremos os amigos sortudos que não precisaram trabalhar hoje e por lá ficaram.
Foram dois dias de sol (graças a Deus!) que me renderam bochechas vermelhas e um pouco de chuva ontem a noite só para embalar meu sono. Enquanto todos comiam, eu já estava enrolada nos braços do namorado para acordar cedo hoje e, quem sabe, um pouco mais disposta e encorajada a enfrentar a estrada para vir ao trabalho, sabendo que terei pouquíssimas coisas a fazer, ou quem sabe nada, como tem corrido pela manhã.
Posso falar também sobre como tem sido bom passar esses dias ao lado do namorado, como estou viciada na compania dele e como já bate dor no peito de pensar em voltar as nossas vidas normais na próxima segunda. Não terá jeito, o ano começou e com ele, tudo novamente.
Mas como parece que continuo sem ter o que falar, não enrolarei mais. Novamente, um ótimo 2009 para nós! E muito em sol em Ibiúna nesse final de semana!!!

469 palavras em Cotidiano, Viagem | 78 Comentários »

Bem-vindo!

Seja bem vindo ao meu weblog pessoal. Aqui é o canto onde conto um pouco da minha vida e um pouco do que se passa na minha cabeça pensante. Sinta-se a vontade, mas não abuse da minha, certo?

Quem escreve.

Com muitas histórias para contar, muitas memórias para relembrar, muita vontade de compartilhar. Não sou perfeita, de toda santa e bom coração, mas procurso ser o mais justa possível, coerente e respeitar as diferenças. Nasci em Palmeiras de Goiás há 24 anos, mas moro em São Paulo há 17. Advogada, amo meu namorado e um monte de coisa que você vai descobrir, com o tempo, se quiser.

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Nascido em 06 de janeiro de 2006, Unsettled Thoughts significa pensamentos instáveis. Domínio registrado no E-dominios e hospedado no Hostbarato.

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